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segunda-feira, 18 de junho de 2012

ESTREIA(S)

Foram tantas emoções... chavão ou não é a verdade que predominou o entorno do lançamento do doc. Água de Meninos e tanto assim que fiquei a dever nosso relato destes derradeiros instantes.

Por uma dessas artimanhas do destino o nosso elenco especial, o ator Antônio Pitanga estava em Salvador para comemorar seu aniversário com a família e ao saber de nosso evento estendeu sua estadia na cidade e nos prestigiou com a sua ilustre presença. Com ele fomos entrevistados na Radio Educadora e no TVE Revista do dia 11 de junho.

A noite tudo organizado no Cine Cena Unijorge, equipe mobilizada e a grande maioria dos nossos depoentes presentes para assistir pela primeira vez ao resultado final do documentário e assim termos suas impressões. A casa ficou cheia de amigos, pessoas amantes da feira, agregados em torno da curiosidade do que apresentaríamos nos 52 minutos de filme.

Sorte, talento, compromisso e muito trabalho serviram de base para que a receptividade fosse mesmo muito boa e a reação do publico foi aplaudir de pé ao final da projeção. Sinto-me muito feliz com essa repercussão, pois tanto no cinema como no dia seguinte na feira as reações positivas se repetiram e os elogios ao filme e a sua equipe ecoaram por todos os cantos.

Agradeci e agradeço imensamente a todos que fizeram, fazem, parte desse acontecimento tão bacana o qual muito me orgulha. Ter êxito como diretora esta diretamente ligada as escolhas da equipe, personagens e parceiros ao longo do percurso. Com essa galera ladrilhamos o caminho para que hoje todos assistam ÁGUA DE MENINOS – A FEIRA DO CINEMA NOVO.

sábado, 2 de junho de 2012

Nasceu!

Como um filho o documentário chega ao final de todos os seus tratamentos de áudio e som e encorpado como um belo garotinho vem ao mundo cheio de vida e desejo de ser visto e apreciado.
Diante dessa alegria a gratidão a toda equipe que se doou com paixão neste processo criativo de avaliar as tantas possibilidades de condução da narrativa, dos efeitos, da computação gráfica, sonoplastia, uso da trilha sonora... enfim, uma infinidade de caminhos que nesse momento celebro com os profissionais que fizeram um ótimo trabalho e que aqui venho saudar pelo ótimo resultado alcançado!
Napoleão Cunha e Anderson Cunha do Estúdio Atittude foram grandes parceiros e cuidaram do som, do desenho sonoro do filme, da produção musical de nossa trilhas, efeitos e nuances que deram o contorno que dignifica a obra. Ao lado, sem tirar nem por, pois fazemos áudio-visual, Marcelo Pinheiro e Claudia Chávez da Apus Filmes cuidaram da correção de cor com maestria. Tudo isso com o apoio luxuoso de Alex Souzan, meu assistente de direção que zelou por cada etapa do filme e me dando enorme segurança em cada escolha.
É de responsabilidade também do talento de Alex a nossa identidade visual, aqui deixo o nosso convite virtual para alerta-los da proximidade do tão esperado dia de nossa exibição. O lançamento do filme poderá ser conferido, gratuitamente, nos dias 11 de junho, no Cine Cena Unijorge, às 20h, e no dia 12 de junho (Dia dos Namorados), na própria Feira, em duas sessões: às 18h30 e às 20h. 


Apareçam!!!


terça-feira, 1 de maio de 2012

Direção à distância, Pitanga um presente


 “Quer fazer Deus rir? Planeje!” Essa máxima pode ser sentida muitas vezes em nossas vidas, mas ao fazer documentário isso se apresenta muito fortemente. Nosso planejamento sofreu muitas alterações, antecipamos filmagens antes que os feirantes fossem relocados para dar inicio a reforma da Feira de São Joaquim, e por outro lado retardarmos para ajustar nossas necessidades a agenda do ator Antonio Pitanga que veio apenas em fevereiro participar das filmagens em Salvador.
Paralelo a isso recebi um convite que me levou a Angola e por onde fiquei por quase três meses, isso fez com que as filmagens com o Pitanga se dessem com o meu comando a distância, e no front a equipe unida capitaneou e produziu belas imagens e uma entrevista que dará o que falar.


Nessa foto reuni-se todo o talento dessa turma dedicada e o meu sentimento por não figurar junto a eles, mas o que fica é a certeza de que o material produzido completa e abrilhanta a obra, o que ao final representa o caminho para o êxito de um documentário sobre as feiras que se encontra em processo de montagem e do qual falaremos mais tarde. 

quinta-feira, 1 de março de 2012

Diplomacia, por Antonio Pitanga

Muita humildade e profissionalismo! Assim foi descrito o comportamento do ator Antonio Pitanga pela equipe responsável pelas gravações do documentário Água de Meninos – A Feira do Cinema Novo. No primeiro dia em Salvador (10 de fevereiro), nem as intensas horas no Estúdio Attitude – gravando sua voz para o clipe final do documentário, dirigido pela cineasta Fabiola Aquino – conseguiram abalar o bom humor de Pitanga. A música escolhida foi Diplomacia, de Batatinha. Com novo arranjo, a gravação contou com o auxilio de Luciano Salvador Bahia, que dirigiu o ator junto com Alex Souzan, Anderson Cunha e Napolão Cunha.       

Sorridente e modesto, Pitanga, ao longo dos seus 70 anos de idade e outros tantos como ator, logo avisou para a equipe: “Eu não sou cantor...”. Ainda assim, incorporou o papel com maestria e, durante todo o tempo, um sorriso cativante no rosto, brincava com a equipe. Num dos momentos, ao repetir a música, pediu, inclusive, para Luciano entrar na cabine e marcar as entradas da canção. Dedicação por inteiro a este momento, até que tudo ficasse perfeito. Marca do seu trabalho!         

Depois de uma breve pausa para o almoço, Pitanga juntou-se novamente à equipe. Agora, a gravação de uma emocionante entrevista para integrar o documentário. Descontraído e, ao mesmo tempo emocionado por reviver, quase 50 anos depois, passagens dos filmes Sol sobe a Lama (1963) e A Grande Feira (1962) – nos quais atuou como ator e um dos principais aspectos de sua participação no documentário. Ele falou sobre a sua vida, sobre a profissão de ator e deu detalhes sobre o seu trabalho.         

Antenado e politizado com as questões que envolvem a classe artística e envolvido com múltiplos projetos, o ator falou sobre o seu empenho em prol das reivindicações dos artistas nordestinos. Além disso, falou sobre um filme que irá dirigir na Bahia e sobre um carnaval que ele organiza na Argentina, que reúne mais de 2 mil brasileiros todos os anos.

É isso aí, Pitanga! Estamos todos muitos orgulhosos em tê-lo em Água de Meninos – A Feira do Cinema Novo neste momento de resgate da Feira. Momento importante para todos nós, da equipe, que a partir de agora terá os pés no futuro, mas nunca esquecendo de reverenciar o passado!  
 
Confira a letra da música que vai integrar a trilha sonora de Água de Meninos – A Feira do Cinema Novo.   

Diplomacia (Batatinha)       
Meu desespero ninguém vê   
Sou diplomado em matéria de sofrer
(2 vezes)        

Falsa alegria, sorriso de fingimento  
Alguém tem culpa desse meu padecimento 

Sofrimento e padecer...         
Todos lamentam, mas só eu sei responder... 
Sofrimento e padecer...         
Todos lamentam, mas só eu sei responder... 

Luto por um pouco de conforto       
Tenho o corpo quase morto   
Não acerto nem pensar          
Mesmo com tanta agonia      
Ainda posso cantar

.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

O pinho e a rosa

Nesse documentário tenho a sorte de reunir duas grandes amigas, de longas primaveras, Rosa Fortes e Cristiane Pinho. Irmãs de um terreiro maior chamado Universo, elas figuram no filme e abrilhantam a baianidade nagô no que é feminino e cheio de fé. Festejo aqui o meu contentamento em tê-las participando neste doc. como representantes da doce oferenda que são as Yabás que nos protegem e abençoam sobre essas Águas de Meninos e meninas!
Cristiane Pinho
Rosa é dona de uma bela voz e a nossa trilha sonora irá ser abrilhantada com a força e suavidade por ela cantada e inspirada  nos encantos dos Orixás.

Rosa Fortes
Em próximos posts falarei sobre o meu guia Pai João, que representa a expressão do sobrenatural na feira das matas, na Feira de São Joaquim e da especial trilha sonora que estamos pensando para fisgar sua atenção em grande estilo!


Luz, câmera e ação sobre nossa história!

Iniciando a filmagem com Carl
Dia de MAM (Museu de Arte Moderna), muito sol e ventos fortes, uma locação belíssima de nossa cidade onde reunimos o urbanista e especialista em feiras Carl Von Hauenschild, dica preciosa do amigo Marcos Pierry, e a historiadora com dois mestrados, um em Estudos Étnicos e Africanos na UFBA e outro em Arqueologia na UFS, a Luciana Novaes.
Nossa equipe se divertindo com Luciana
Nossa alegria foi enorme ao vê-los falar com tamanha propriedade e paixão sobre os temas ligados a Feira e descobri pérolas raras frutos da pesquisa arqueológica sobre Água de Meninos, em que Luciana discorre sobre o material arqueológico submerso encontrado na enseada de São Joaquim, que no inicio do séc XX ainda pertencia a enseada de Água de Meninos, onde situava a Feira do Sete que também pegou fogo e assim se originou a Feira de Água de Meninos, ainda nas primeiras décadas do séc. XX. Uau! É mesmo para ficar curioso sobre o que mais foi revelado neste dia. Aguardem e confiem que teremos muitas surpresas boas até o final dessa jornada cheia do prazer que é fazer cinema com essa gente sabida!

O primeiro dia a gente não esquece e agradece!

Foi no dia 20 de dezembro, estávamos todos sintonizados e de peito aberto para encontrar o melhor de cada um que cruzasse o nosso caminho e deixasse se registrar por nossa câmera, nela fisgamos depoimentos sinceros. Começamos com o presidente do sindicato, Marcilio que nos apóia e nos conta a sua luta e a vitoria compactuada com a esperança de um futuro melhor para todos na Feira de São Joaquim.
A equipe no primeiro dia de filmagem na Feira
Dira, minha mãe pequena, cuidadora de mim e de amigas queridas, ela é baiana de acarajé e com seu sorriso largo abriu os caminhos e nos levou a grata surpresa que foi o Seu Pascoal, ele se emocionou ao falar do fogo que queimou Água de Meninos e nos conta se lembrar da produção de “Sol Sobre a Lama” nos idos de 1963.
Eu e Seu Pascoal
Dia intenso, cheios de colorido e magia. Obrigada meus deuses, orixás de nossa guarda, força coletiva do bem que se une e faz cinema na Baia de Todos os Santos!