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quinta-feira, 3 de maio de 2012

Trilha sonora dos sonhos: Orquestra Afro Sinfônica


O maestro baiano Ubiratan Marques, mais conhecido como Bira, é um cara muito especial e ao ser apresentado ao nosso projeto de documentário nos revelou uma sincronicidade que nos alegrou profundamente. Ele em parceria com Seu Mateus Aleluia, compositor de grande talento e que se tornou um personagem destacado em nosso doc., compuseram o Poema Sinfônico “As Feiras”, com três movimentos: Água de Meninos, São Joaquim e Sete Portas. Esse foi o ponto de encontro dessa parceria bem sucedida em que trouxe poesia musical viabilizando a trilha sonora dos meus sonhos.
Orquestra Afro Sinfônica sempre em grande estilo.
A Orquestra Afro Sinfônica tem a mesma estrutura de uma orquestra tradicional, com todos os seus nipes de cordas, madeiras, metais e percussão, porém incorporando alguns instrumentos regionais, como xequerês e tambores. Mas, o principal está, certamente, no resultado musical, unindo o peso e as nuances sinfônicas à personalidade particular dos arranjos africanos.
Maestro Bira Marques grava coro no Estudio Attitude para a trilha do documentário.











"As Feiras" se une as imagens do passado e presente, das feiras de nossa velha Bahia, cidade do Salvador e encantará aos que assistirem. Aguardem e confiem no sucesso dessa parceria que me enche de orgulho e gratidão.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Diplomacia, por Antonio Pitanga

Muita humildade e profissionalismo! Assim foi descrito o comportamento do ator Antonio Pitanga pela equipe responsável pelas gravações do documentário Água de Meninos – A Feira do Cinema Novo. No primeiro dia em Salvador (10 de fevereiro), nem as intensas horas no Estúdio Attitude – gravando sua voz para o clipe final do documentário, dirigido pela cineasta Fabiola Aquino – conseguiram abalar o bom humor de Pitanga. A música escolhida foi Diplomacia, de Batatinha. Com novo arranjo, a gravação contou com o auxilio de Luciano Salvador Bahia, que dirigiu o ator junto com Alex Souzan, Anderson Cunha e Napolão Cunha.       

Sorridente e modesto, Pitanga, ao longo dos seus 70 anos de idade e outros tantos como ator, logo avisou para a equipe: “Eu não sou cantor...”. Ainda assim, incorporou o papel com maestria e, durante todo o tempo, um sorriso cativante no rosto, brincava com a equipe. Num dos momentos, ao repetir a música, pediu, inclusive, para Luciano entrar na cabine e marcar as entradas da canção. Dedicação por inteiro a este momento, até que tudo ficasse perfeito. Marca do seu trabalho!         

Depois de uma breve pausa para o almoço, Pitanga juntou-se novamente à equipe. Agora, a gravação de uma emocionante entrevista para integrar o documentário. Descontraído e, ao mesmo tempo emocionado por reviver, quase 50 anos depois, passagens dos filmes Sol sobe a Lama (1963) e A Grande Feira (1962) – nos quais atuou como ator e um dos principais aspectos de sua participação no documentário. Ele falou sobre a sua vida, sobre a profissão de ator e deu detalhes sobre o seu trabalho.         

Antenado e politizado com as questões que envolvem a classe artística e envolvido com múltiplos projetos, o ator falou sobre o seu empenho em prol das reivindicações dos artistas nordestinos. Além disso, falou sobre um filme que irá dirigir na Bahia e sobre um carnaval que ele organiza na Argentina, que reúne mais de 2 mil brasileiros todos os anos.

É isso aí, Pitanga! Estamos todos muitos orgulhosos em tê-lo em Água de Meninos – A Feira do Cinema Novo neste momento de resgate da Feira. Momento importante para todos nós, da equipe, que a partir de agora terá os pés no futuro, mas nunca esquecendo de reverenciar o passado!  
 
Confira a letra da música que vai integrar a trilha sonora de Água de Meninos – A Feira do Cinema Novo.   

Diplomacia (Batatinha)       
Meu desespero ninguém vê   
Sou diplomado em matéria de sofrer
(2 vezes)        

Falsa alegria, sorriso de fingimento  
Alguém tem culpa desse meu padecimento 

Sofrimento e padecer...         
Todos lamentam, mas só eu sei responder... 
Sofrimento e padecer...         
Todos lamentam, mas só eu sei responder... 

Luto por um pouco de conforto       
Tenho o corpo quase morto   
Não acerto nem pensar          
Mesmo com tanta agonia      
Ainda posso cantar

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